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Comportamento – 2º Nível Neurológico

Todo dia, quando você toma banho, você gira a torneira do chuveiro com a mesma mão

Talvez você esteja curioso agora se perguntando o porquê disso acontecer. Eu explicarei mais a frente. Por ora, saiba que todo dia tomamos centenas e talvez milhares de decisões sem que nos demos conta de que isso está acontecendo. Isso se deve há um personagem que muitas vezes clama por ser o protagonista de toda história, mas fica ali no canto trabalhando sem ser reconhecido como deveria: seu CÉREBRO!

Se você se diz como completo esperto e inteligente, que raciocina tudo o que vai fazer eu tenho só uma coisa pra te dizer: TRUCO, LADRÃO! Você raciocina para andar? Você pensa em cada detalhe de como vai fazer para enxugar as mãos? Você pensa conscientemente para abrir seu smartphone e clicar no ícone do Facebook ou Whatsapp? Muitas vezes sim, mas a maioria das vezes quando assusta, você  já está lá.

Hábitos que muitas vezes nem sabemos que temos surgem após muitas repetições divididas em 5 etapas que nos propomos conscientemente ou inconscientemente a caminhar. Falarei sobre cada uma delas nesse artigo.

Você tem softwares em sua mente e não sabia!

Para além do universo da informática, programas existem também em nosso cérebro

Você que leu o post anterior pôde perceber uma das maneiras que os programas, que falaremos a seguir, inciam sua rotina em nossa mente. Gatilhos mentais que chamamos de âncoras. Mesmo assim, talvez você não tenha parado para prestar atenção em todos os mecanismos automáticos que temos em funcionamento na nossa mente. Com certeza são muitos, alguns bem básicos e outros mais estruturados e complexos.

O mais engraçado é que se você é daqueles que se acham imunes a esses mecanismos, pois sempre pensa em tudo que vai fazer, tem controle das situações e essas coisas “não te pegam”, saiba que esse pensamento é uma espécie de vírus que você tem na cachola e que te prejudica muitas vezes sem você nem perceber.

Então o que são esses programas? Como eles são instalados em nossa mente?

Onde você deixou suas âncoras?

As âncoras nos ligam a lugares comuns

Ele batalhou duro por todos aqueles anos. Tinha consciência de que aquele era o momento! Já não aguentava mais aquele emprego chato e contava ansiosamente cada minuto esperando por cada sexta-feira que apontava no horizonte da semana. O despertador parecia um trompete de quartel general e não importava quão suave era a música escolhida por ele no smartphone para acordá-lo. Não era justo! Tudo que ele mais queria era acertar aquele projeto e sair dali!

Preparou a reunião com os investidores, tudo estava milimetricamente pensado. Não podia falhar! Se dirigiu ao prédio imponente da Avenida Brasil com seu terno e gravata cuidadosamente escolhidos. O perfume certo, bem leve para não chamar muita atenção, mas com um tom amadeirado para passar a seriedade que um homem precisa. Estava confiante.

Ao se aproximar do prédio, logo antes de atravessar a garagem, escutou o som da campainha alertando para a saída de um veículo do edifício. De repente, algo muito estranho aconteceu! O som da campainha o levou, em suas memórias, ao tempo de escola. Sem que ele percebesse, o foco da reunião já havia virado um conto de fadas. A quadra do colégio, as brincadeiras, os apelidos, as meninas e as vergonhas de adolescente se fizeram presente.

No meio do devaneio um leve tropeço. Uma bonita mulher viu a cena e deu uma risada – uma leve vergonha. Aquilo foi estranho, mas ele decidiu largar pra lá. Ou pelo menso tentou! Era uma reunião importante afinal. Só que ele não era mais o mesmo e um frio na barriga tomou conta de seu corpo. Já não controlava mais seu medo. Só conseguia pensar em não ser reprovado em mais uma prova de sua vida!

Ambiente – 1º Nível Neurológico

Os problemas significativos que enfrentamos não podem ser resolvidos no mesmo nível de pensamento em que estávamos quando os criamos.

Algumas pessoas da Lista VIP me solicitou uma rápida passagem pelos níveis neurológicos. Eu particularmente achei interessantíssimo a oportunidade, pois irá ajudar em muitos assuntos que abordaremos no futuro, por isso decidi ir um pouco além! Irei falar um pouco do primeiro nível neurológico, onde tudo começa: o ambiente.

Atenção! Fica aqui um alerta de que, se você é daquele tipo de pessoa convicto de que sua percepção da vida é a mais correta dentre a maioria das pessoas ao seu redor, você corre o risco de se tornar alguém mais inteligente ao final desse artigo, pois suas projeções irão melhorar consideravelmente ao perceber que seu raciocínio e percepção é extremamente dependente de variáveis que mesmo nenhum computador quântico pode ter, as experiências únicas de cada um. Claro! Irá depender também de sua humildade.

Albert Einstein, autor  da frase que abre esse texto, sábio e reconhecido, deixou o planeta Terra aos 76 anos após seus brilhantes anos escolares e acadêmicos – ao contrário do que dizem os boatos, Einstein nunca foi mal aluno. Entendeu e explicou que os níveis de um problema exercem influência sobre outros níveis, onde a busca de sua solução no nível errado é um erro.

Resumindo, é impossível resolver um problema de identidade simplesmente ressignificando o comportamento. Para mudar o pau que nasce torto, não basta mudar seu comportamento! O dono da crença que deu origem ao ditado que diz que o pau continuará torto percebeu isso muito bem. Mudar a crença seria um bom começo para resolver um problema de identidade, mas ainda sim não seria suficiente para resolvê-lo, pois seu nível ainda  não é a identidade! O que deveria ser feito então?

Eneagrama: um mapa do autoconhecimento

Imagine se você tivesse um manual de como você funciona

A galera da geração Y normalmente não usa manual. Saem clicando em tudo até descobrir como funciona. Quando um assunto é mais complexo não relutam em recorrer a um manual. Pode ser em forma de um fórum pela web ou um vídeo no YouTube explicando os detalhes de como fazer aquilo funcionar.

Quando nascemos e tomamos o primeiro tapa no bumbum para saber se o elemento está vivo cairmos no choro e usarmos nossas vias aéreas (existem outras técnicas hoje em dia, né?), não somos entregues às nossas mães com manual de fábrica. Infelizmente não viemos à Via Láctea com o número da nossa essência do Eneagrama estampado na testa. Facilitaria muito as coisas!

Primeiros anos, primeiros transtornos! Quando nos damos por conscientes da vida, os pais já clicaram em tudo quanto é “botão”, clicaram também em um tanto que não deveriam e nos passam o bastão de um corpo e uma mente que, além de vir com bugs de fábrica, está cheia de erros de programação!

A mente enquanto software

Já que estou fazendo uma analogia com computadores, onde o nosso corpo seria o hardware (a máquina física em si) e nossa mente representando os softwares (sistema operacional e os programas instalados), não dá outra: ninguém chega à vida adulta sem dar pelo menos uma tela azul no caminho. Mas como fazer para operar bem esse sistema operacional que temos?