Sobre o Blog

Você já percebeu o tanto de Coach que tem espalhado por aí? Parece que ao se tratar de mentes, muita gente está querendo dar uma de psicólogo com um curso de um final de semana. Às vezes o curso é somente on-line!

Se você me segue no instagram já viu um vídeo meu há anos atrás falando sobre essa onda desenfreadas de Coaching. Hoje, vários sites, pensadores e até mesmo comediantes perderam o medo de meter o pau no Coaching. E eu também!

Mesmo tendo feito cursos em Programação Neurolinguística (PNL) e Coaching, tenho minhas sérias críticas. Vou contar rapidamente o porquê desse site existir, o que me inspirou criar esse nome e, principalmente, o que me motiva a escrever dentro desse fio condutor que é nossa mente.

Fui uma criança e um adolescente muito tímido. O engraçado é que quando digo isso a quem me conhece pessoalmente escuto de volta um “Aham! Çei!!!”. Mas é verdade! Tinha uma dificuldade imensa de me expressar. Mas tenho uma necessidade grande de externaliziar de alguma forma as visualizações que me veem a mente e, para começar a explicação, o blog é para mim um excelente canal para isso.

Essa luta contra a timidez me deu uma certa habilidade de entender os mecanismos que eu utilizava para driblar essa característica não muito positiva. O mote do pensamento era algo como: já que tem uma emoção ali me atrapalhando e ela definitivamente pode não ir embora, o que eu posso fazer para resolver isso?

Isso explica o fato de eu continuar sendo tímido e ao mesmo tempo não ser percebido como tímido. O interessante é que isso me ensinou um bocado sobre emoções.

Sempre pensei em cursar filosofia, mas por ser um curso nada promissor financeiramente, terminei na administração. Ok! Foi ótimo ter feito administração, principalmente antes de cursar filosofia – inclusive acho que fundamentos de administração deveriam começar no ensino médio.

O ponto é que sempre fui de perguntar muito sobre tudo e a todos. De colocar a mim mesmo questões do meu cotidiano levando a níveis críticos. Meus diálogos internos são quase incessantes. Posso dizer que sou incansavelmente um pesquisador! Sendo assim, a PNL e o Coaching vieram muito a calhar. Ambos são muito mais parceiros da administração do que da psicologia, por falar nisso. Uma pena muito grande o que fizeram deles. Podemos dizer que foi uma desequilíbrio quântico! Rs…

A PNL trabalha muito com as crenças e, diferentemente da crença verdadeira e justificada (mesmo com problemas filosóficos como o de Gettier), base da ciência, a PNL e o Coaching no Brasil se tornaram replicadores de conhecimentos fundamentados em argumentos retirados do sovaco. Apareceram Coachs de tudo e alguns, com toque místico e, claro, quântico!

Sobre física quântica, basta ler apenas um livro sobre o assunto para chegar a conclusão que qualquer Coach – qualquer mesmo! – que coloque a palavra quântico na divulgação do seu trabalho, ou não faz a mínima ideia do que está fazendo ou é uma pessoa a favor da maracutreta!

Chegamos a essa conclusão partindo de algumas premissas e utilizando o raciocínio lógico, assunto que tratarei aqui no blog. Mas não quero ficar focado aqui em falar mal das desvirtuações de uma teoria fundamentada em uma bela metodologia (se olharmos o início da PNL), então, como diz na minha terra de nascimento, vou mudar de pau para cavaco e falar sobre um dos principais temas relacionados aqui: emoções.

Emoção geralmente é uma palavra que todo mundo acha que sabe o que é, no entanto parece que a realidade não é bem assim. Talvez você esteja dizendo a você mesmo: – Sim! Eu sei o que é uma emoção!

Se fizermos uma pesquisa fechada em qualquer lugar perguntando se as pessoas sabem o que é uma emoção com as opções de resposta sendo ‘sim’ ou ‘não’, muito provavelmente o resultado da pesquisa será que sim, as pessoas sabem o que é uma emoção. Mas se pedirmos para essas mesmas pessoas definirem o que é uma emoção, começaremos a ver os problemas.

Muitas pessoas acreditam que emoção é o que sentimos. Se pegarmos uma pena e fizermos cócegas nos pés de alguém e a perguntarmos se sentiu, teremos como afirmativa a resposta. Porém, se perguntarmos se isso, então, é uma emoção, muito provavelmente a resposta será negativa.

Então, emoção não é bem o que sentimos. Emoção é algo inconsciente, que não controlamos e desperta também sentimentos. Espero que aproveite essa jornada emocionante que preparei para você.

Sugestão? Comece pelo começo ou selecione alguma categoria no menu.

Vem comigo que no caminho eu te explico!

-Rogério Braga