Fabrique seu próprio estimulante!

Você acredita que é possível criar um estimulante sem uso de substâncias externas?

Você está a mil naquele projeto. As coisas vão bem e tudo está fluindo. As conversas com as pessoas certas te motivam de uma maneira espetacular. Talvez seja um esporte, um trabalho no escritório, não importa! Foi um projeto seu que você queria que desse certo mais do que ninguém. Porém, por alguma razão inexplicável o tempo foi passando, passando e nada dos resultados…

Ahhhh que m%#[email protected]! Por que tinha que ser assim?!

Você desabafa pra si, mas continua! Tem muito tempo pela frente. Calma! Você continua com muita energia, coisa que você tem de sobra. Aquele motivo é seu! Nada pode te tirar. Semanas vão se passando e ainda nada. E mais nada… meses… E aí vai murchando… Murchando…

Até que chega um dia que a gente se vê no limite e se entrega a um estimulante. Vai um cafezinho? Pode ser álcool ou talvez um inocente sorvete com calda de chocolate! – Quem nunca? – Só que agora todo dia! Leite condensado. Hmmm!

Tive uma amiga que me contou que após uma frustração, o que “colocava ela no eixo emocional”, pelo menos por um curtíssimo prazo sem se dar conta do estrago que estava fazendo, era tomar uma lata de leite condensado inteira durante a sessão cinema em casa depois de chegar do trabalho. Nem preciso contar o que aconteceu, certo?

Ainda tem aqueles que só são estimulados por video games ou similares com suas recompensas de curto prazo. Às vezes drogas mais pesadas é que dão conta. Anabolizantes, aquela bombada no desempenho sexual com a pílula azul ou uma Ritalina (metilfenidato) para aumentar o desempenho nos estudos. Estimulantes de várias procedências com ou sem prescrição médica.

Quem tem limite é município!

Para chegarmos ao objetivo desse texto, que é dizer como podemos liberar substâncias estimulantes em nosso cérebro sem que seja necessário a ingestão ou aplicação de algo externo, é interessante entendermos o mecanismo de funcionamento dos estimulantes em nosso cérebro e, assim, termos a oportunidade de fabricar o nosso próprio.

Vamos fazer um passeio lúdico – sem entrar em termos técnicos biológicos e fisiológicos. Somos limitados. Acredito que nenhum leitor do Incansavelmente® tenha dúvidas quanto a isso, mas quantas vezes somos nós mesmos quem nos limitamos? Muitas vezes desistimos antes da hora por acreditar que não dá mais.

Isso tem um efeito cascata devastador, além de nos deixar deprimidos (substâncias sendo liberadas) e cada vez mais prostrados. São as crenças limitantes as quais vamos nos condenando a carregar.

Você se lembra de quando estava em um jogo ou em uma brincadeira daquelas que se brinca só, onde é preciso ter muita concentração, pois quando você erra, o jogo te obriga a começar tudo de novo? É comum entrar em um tal loop onde quanto mais você erra, mais você erra de tanto nervosismo.

Agora coloque escala nisso! Faça a projeção aumentando esse mecanismo desse pequeno momento, mas dessa vez influenciando em uma vida inteira. Perceba o desgaste desse padrão de comportamento por décadas. Da mesma maneira que os sentimentos nos afetam em curto prazo, como nessa brincadeira, nos afetam durante toda a vida, caso não tenhamos consciência disso.

Fracassos tendem a, sem querer, nos levar a mais fracassos, pois nos tiram um pouco do eixo, tiram confiança se não soubermos trabalhá-los e, quando entramos em uma nova empreitada, entramos com menos autoestima diante daquilo que vamos fazer. A não ser que você use-os a seu favor, afinal…

Fracassos ensinam!

O que muitas vezes passa desapercebido nisso tudo é que não foram os fracassos que nos levaram a novos fracassos, e sim a nossa postura pós-traumática.

Se observarmos bem, fracassos são ótimos de certa forma! Ensinam de maneira excepcional o que ninguém pode nos ensinar. Faz amadurecer se soubermos ou não tivermos outra saída senão encará-lo de frente.

Não dá para aprender a nadar lendo um livro de natação e isso tem consequências em nossas emoções. Portanto, para aprender a nadar, temos que arriscar a nadar. Não existe fórmula mágica. Se você acompanha o Incansavelmente® há um tempo, você já deve ter lido em algum outro texto eu falar sobre ensinamentos únicos que temos na vida.

O mais qualificado professor não pode te ensinar mais e melhor do que você mesmo se ensina em sua própria experiência. Além disso, não é de se ficar surpreso que, quando você dava um tempo naquela brincadeira, tomava um ar e voltava, acontecia eventualmente de conseguir realizar a tarefa com sucesso!

Lembre-se bem da satisfação que sentia ao completar essa tarefa. Mesmo! Lembre-se bem desse sentimento, pois usaremos ele adiante para ajudar liberar substâncias estimulantes. Se for preciso, pare um instante apenas para respirar e se relembrar do sentimento naquele momento.

Bom, em nossa escala maior – ou seja, na vida – é melhor tomarmos uma outra medida que nos faça organizar a cachola, já que não dá para ficar indo e voltando do mundo dos mortos toda hora para tomar uma água, né?

Só um parênteses: dizem que antigamente se amarrava uma corda no braço do de cujus, o morto dentro do caixão, e deixava a outra ponta amarrada a uma sineta fora da cova para avisar caso o sujeito volte, ou até mesmo depois de 19 anos como é o caso desse cara aqui (sério, espie isso!). kkk fala sério!

Brincadeiras à parte, se você leu a notícia deve ter rido só de ler o título. Começamos bem, pois sorrir é um ótimo começo. Perceba como seria começar a realizar seu sonho agora, depois de abrir esse sorriso fica mais fácil, não é? Mãos à obra!

O fio da meada!

Já que não é necessário voltar dos mortos para criar em si mesmo um estado que o motive a recomeçar com confiança sem utilizar nenhuma substância, o que podemos fazer?

Os estimulantes externos que usamos ao longo da vida servem para alterarmos nosso estado de consciência e de alguma maneira voltar a fluir. Todos têm uma intenção positiva por trás, mas na maioria das vezes funciona somente como autossabotagem¹.

Pode acreditar, é possível você utilizar sua própria mente e corpo para produzir substâncias (neurotransmissores) estimulantes como a dopamina, serotonina naturalmente.

Não estou dizendo que você deva deixar de beber, comer seu açúcar ou abandonar qualquer outro tipo de vício estimulante, mas estou dizendo que é possível sem isso, apenas mantendo uma dieta saudável (ok, algo externo tem que ter, né?) e utilizando seu corpo e mente com seus respectivos exercícios.

A experiência mostrada no vídeo abaixo mostra como nossos sentidos tem relação direta com o que acontece no nosso cérebro.

Incrível? Sim, podemos programar nossos próprios estimulantes e instalá-los em nossa própria mente. Falando nesses neurotransmissores, que tal agora colocar eles para fluir novamente sem uso de algo externo? Que tal trocar suas crenças limitantes por crenças possibilitadoras?

Você viu como sorrir ajuda? Isso acontece porque ao sorrir liberamos betas endorfinas, que tem poder analgésico. Comece por aí: crie o hábito de sorrir. Esse é o primeiro passo.

Então, você se lembra daquele sentimento de satisfação ao completar aquela tarefa que pedi para você guardar? Pois bem! Coloque na nossa escala da vida e imagine o tamanho da satisfação que você terá ao completar o seu projeto de vida!

Não tem um projeto de vida? Clique aqui e faça o seguinte…

Vem comigo que no caminho eu te explico!

-Rogério Braga


¹ O modalizador de segurança “na maioria das vezes” foi usado porque em alguns casos, é claro, há sim condições fisiológicas em que se tornam necessárias a utilização medicamentosa para manutenção estável da condição cerebral do indivíduo.

Leitura complementar:
– Humanização: Saúde e o papel fundamental dos Doutores da Alegria–O Amor que Cura!