Masturbação Mental

Saiba qual é um dos principais erros de uma pessoa que quer realizar algo

Você acorda naquela manhã de segunda-feira e se prepara. Pensa consigo mesmo:
– Essa semana vai ser diferente. Vou realizar tudo aquilo que me propus a fazer que há tempos não não sai do papel.

Seja por estar com o trabalho meio apertado, amigos cobrando presença ou seu amor pedindo atenção, você não começou ainda aqueles planos que anda maquinando por alguns meses, mas decide que agora vai.

Você tem certeza que será diferente!

O dia amanhece, você toma banho mentalizando tudo que você irá realizar durante a semana: as conquistas, aquele momento que você vai vibrar, a sexta-feira que você irá desabafar com todo direito pela missão cumprida. O merecimento de curtir os bons resultados conquistados na presença das pessoas que você mais gosta. Será o primeiro passo de uma longa jornada.

Ainda é cedo. Você sai, se enxuga… começa a rotina. Ao abrir sua caixa de e-mail e vê aquelas atualizações daquele site com todas as dicas que irão te levar ao sucesso. Você assinou aquela newsletter porque ela é diferente. Ela vai te levar ao sucesso! Então você clica naquele título irresistível: As 7 maneiras infalíveis para se chegar ao sucesso.

É tudo que você precisa! Então, você começa a devorar tudo que você vê pela frente que te possa levar para aquele lugar onde vai poder dizer: Vou mostrar que eu consigo!

Quando se assusta: você percebe que já é hora do almoço e a única coisa que você não percebeu é que, enquanto você estava se distraindo, repetindo o mesmo padrão da semana anterior, consumindo mais coisas que você já sabe com todas aquelas dicas infalíveis, você ainda não realizou praticamente nada. É o que podemos chamar de masturbação mental do sucesso!


Você visualizando como vai estar daqui um tempo

Motivação não é nada sem ação

Essa visualização é ótima! Essa motivação não é o problema, nem mesmo todo o conhecimento que vários e excelentes sites nos trazem, mas sim a quantidade de informações que a gente fica absorvendo sem parar para refletir em nossas atitudes e padrões. Repetimos os mesmos resultados fracassados.

Sabe aquele ditado clichê? Você já sabe que “Insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes”, mas mesmo assim tudo se repete.

Tenho um tio, de quem gosto muito, que sempre solta frases sábias com uma pitada de humor irônico. Uma delas que vivo repetindo aos meus amigos é:

“Em todo boteco do país há alguém que em seu discurso resolve todos problemas do país, mas que não consegue sair sequer do próprio cheque especial”.

Eu estava no cheque especial na ocasião em que digeri a frase pela primeira vez. Doeu. Praticamente todo mundo sabe como sair do cheque especial ou a fórmula do emagrecimento. A gente sabe como fazer muita coisa. A receita está na ponta da língua, na internet, na roda com os amigos, mas há uma distância entre o saber fazer e atingir de fato os resultados.

Comece a virar a página aplicando a fórmula que você já sabe

Como já deixei claro no primeiro texto desse blog, não vou descrever aqui em baixo a fórmula mágica para você eliminar aqueles quilinhos, ou conseguir bater sua meta de vendas no próximo mês. Não! Seja lá qual for sua meta, estou aqui para lhe ajudar a perceber que você pode estar em um padrão de masturbação mental.

Certa vez, quando você era criança, você se deparou em momentos bastante difíceis da sua vida em que conseguiu resolver o problema que se apresentava em sua frente. Falar, andar, ler, escrever… Ou talvez algo em uma infância mais tardia.

Pense em algum momento desses que foi especial para você só por um instante. Talvez não tenha vindo em sua mente nenhum momento em especial logo de primeira, mas faça um passeio pela sua linha do tempo que logo se lembrará desse momento.

(Caso seja conveniente, reserve um tempo longe da presença de outros para fazer esse exercício)

Respire bem fundo e lentamente. Deixe que sua memória lhe traga esse momento. Perceba como tudo vai aparecendo bem nítido em sua memória Os sons do local onde você estava. Tudo que você sentia naquele instante.  As cores que enxergava… Aquela apreensão por estar diante daquela situação difícil e que no primeiro momento você não sabia o que fazer? Talvez tenha batido um frio na barriga inclusive!

“O que que eu faço agora? Será que eu arrisco? Será que não?”

Mas você decidiu agir! De repente, como um lampejo, parecia que você sabia como resolver, mesmo que parecesse loucura e que você não pudesse explicar muito bem aquilo nem mesmo pra você, você soube o que fazer. Você somente sentiu que devia fazer… E que bom que você fez!

A chave estar no agir

Momentos assim são mais comuns do que imaginamos. Filósofos como David Hume investiram tempo na investigação de como acontece isso em nós. Uma certa preocupação epistemológica. Mas que não é o nosso foco aqui. Nosso foco é em resolver o que temos que resolver em nossas vidas.

Talvez sentimentos como esses que acabou de lembrar não sejam tão nítidos em sua lembrança como os sentimentos que você teve no dia do seu primeiro passo. Eu não lembro o que sentimos quando solucionamos o desafio de dar o primeiro passo. Você lembra? Nós éramos bebês.

É praticamente impossível explicar conscientemente o desafio que foi ficar de pé, mal sabíamos falar algumas palavras. Mas você fizemos. O que eu quero dizer é: independente do desafio que tenhamos a frente, temos todos os recursos necessários para superá-lo! Porém, infelizmente acontece de sem querer deixarmos esses recursos adormecidos e começarmos a sonhar demais… e somente sonhar.

Se você estiver na versão desktop do site, preste atenção no contador que está aparecendo à sua esquerda. Preste bem atenção nele por algum momento. Tempo é liberdade. Inclusive para fazer dinheiro e com esse dinheiro comprar quase tudo, mas não podemos comprar o tempo que se foi.

Então eu quero que você me julgue e me diga se eu estou desperdiçando seu tempo para passar a ideia central desse texto. Caso eu tenha ido ao centro da questão sem desperdiçar seu tempo, faça o seguinte…

Vem comigo que no caminho eu te explico!

-Rogério Braga